13 de maio

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8/04/20 às 11h04 - Atualizado em 8/04/20 às 11h07

Hospital de Brazlândia readequou o fluxo de atendimento para atender pacientes suspeitos de Covid-19

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Por: Samuel Barbosa

A secretaria de saúde vem anunciando diversas medidas para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Distrito Federal (DF). Como parte desta medida, a direção do hospital de Brazlândia readequou todo o fluxo de atendimento para oferecer um suporte mais eficaz aos pacientes que procuram a unidade com sintomas respiratórios, buscando reduzir as chances de transmissão do vírus.

Com este novo fluxo de atendimento o hospital terá então duas entradas:

– A entrada pelo ambulatório (de frente para a BR), passará a ser exclusiva para atendimentos de outras especialidades.  

– Já a entrada do Ponto Socorro será exclusiva para pacientes com sintomas respiratórios, ou seja, com suspeita de coronavirus, que serão atendidos em ambientes separados por uma equipe treinada (enfermeiros e técnicos de enfermagem).

Pacientes sintomáticos que estiverem bem serão encaminhados para casa, recebendo todas as orientações necessárias para permanecer em isolamento social, em observação do quadro e por um tempo determinado. Os pacientes designados para observação em sua residência e que não tiver em carro próprio, serão levados de ambulância, para evitar a circulação pelas ruas, evitando a propagação do vírus.

Já os pacientes sintomáticos respiratórios moderados ou graves serão avaliados pela equipe médica, estabilizados, coletado material para testagem (swab – trata-se de um cotonete estéril que serve para coleta de exames microbiológicos com a finalidade de estudos clínicos ou pesquisa) e, se for necessário, serão encaminhados para unidades de referência para tratamento do coronavírus. Em Brasília foi reservado o hospital da Asa Norte (Hran), além de unidades do hospital de campanha que está sendo preparado no Estádio Mané Garrincha.

Segundo o Coordenador do hospital de Brazlândia, Coronel Sérgio Cordeiro, todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para oferecer o melhor atendimento aos pacientes que procuram a unidade. “Estamos tomando todas as medidas necessárias tanto para a prevenção quanto para o tratamento de pessoas diagnosticadas com Covid-19, além do atendimento de outras patologias. A nossa equipe está sendo treinada diariamente para oferecer suporte e orientações necessárias para pacientes que vem ao hospital”, destacou o coronel.

O que é um caso suspeito?

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, a definição de suspeita é para quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado da doença. É preciso observar se a pessoa apresenta sinais de febre e, pelo menos, um dos seguintes sintomas:

– Tosse

– Dificuldade para respirar

– Produção de escarro

– Congestão nasal ou conjuntival

– Dificuldade para engolir

– Dor de garganta

– Coriza

– Dispneia (respiração desconfortável)

– Sinais de cianose (coloração azul-arroxeada da pele)

– Batimento da asa do nariz (alargamento na abertura das narinas durante a respiração)

– Fadiga, dor de cabeça, calafrios, manchas vermelhas pelo corpo, gânglios linfáticos aumentados, diarreia, náusea, vômito, desidratação e falta de apetite

Capacitação

Os profissionais que estão na linha de frente dos atendimentos do Covid-19 receberam treinamentos e orientações sobre o fluxo de atendimento aos pacientes suspeitos, como realizar testes comprobatórios da Covid-19, além da ênfase nas condutas relativas ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que protegem contra o vírus.

DF tem 4.383 leitos

De acordo com o secretário de saúde do DF, Francisco Araújo, a rede pública do DF está preparada com 4.383 leitos, sendo que 554 são de UTI. Destes, 73 leitos estão reservados para pacientes diagnosticados com a Covid-19. Outros 349 leitos de retaguarda estão previstos para o tratamento da doença e 133 leitos foram credenciados com a rede privada.

Testagem

O DF também vem se destacando pela celeridade nos diagnósticos laboratoriais. Não há registro de fila de espera para os testes. A capacidade do Laboratório Central foi ampliada, passando de 100 amostras por dia para 360 diariamente. O aumento da capacidade é o resultado da parceria firmada com a Universidade de Brasília (UnB), que enviou equipamentos ao Lacen e profissionais para auxiliar no trabalho, bem como ao funcionamento 24 horas.

Isolamento

Segundo os gestores da saúde, é fundamental evitar aglomeração, sob o risco de que venha haver o crescimento acelerado. Aqueles que descumprem ou que propagam o contrário estão agindo de forma irresponsável. De acordo com Francisco, quem defende esse tipo de comportamento não tem base científica.

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