03 de dezembro

GDF - Administrações Regionais
21/03/22 às 8h25 - Atualizado em 21/03/22 às 17h22

Brazlândia poderá ter a próxima escola militarizada do DF

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Texto/foto: Sheylla Martins 

O Centro educacional 02 de Brazlândia, localizado na Praça do Laço – Setor Norte, poderá entrar para o programa de gestão compartilhada.

Na ultima quarta-feira (16), O Administrador, Cel Jesiel Rosa, esteve em reunião juntamente ao Subsecretário de Escolas de Gestão Compartilhadas da SSP/DF Cel Alexandre Ferro, diretora do Centro Educacional 02 Miriam Cátia Correa e outros representantes do colégio e da Secretaria.

A parceria é estabelecida entre a secretaria de Educação (SEE-DF) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF).

A escolha de qual escola implementar o projeto é feita através do Indicador de Vulnerabilidade Escolar (IVE).

Segundo a Diretora do Educacional 02, Miriam Cátia Correa, um dos motivos para a possibilidade dessa gestão compartilhada é que houve pedido de pais do turno vespertino para adoção desse método. A escola que conta hoje com 1.250 alunos, passara pelas três etapas para a efetivação ou não do modelo.

Atualmente 11 escolas fazem parte do projeto sendo 6 geridas pela Policia Militar e 5 geridas pelo CBMDF. O Centro educacional seria a 12° escola dentro do projeto fora as 4 da esfera federal.

O projeto Escolas de Gestão Compartilhada – EGCs, que teve início em 2019 e foi anunciada pelo Governador, Ibaneis Rocha, hoje atende diversas cidades satélites do Distrito Federal. A Parceria entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) com o Ministério da Educação (MEC) conta com apoio da Polícia Militar (PMDF) e do Corpo de Bombeiros (CBMDF).

Na escola militarizada os profissionais da educação são responsáveis pelo trabalho pedagógico enquanto os profissionais de segurança são responsáveis pela parte disciplinar.

A ideia é criar um ambiente que propicie uma educação de qualidade com enfrentamento a violência no ambiente escolar promovendo paz e reforçando o ensino através de atividades contraturno.

Nas atividades contra turno o colégio passa a ter serviços como: aula de música, pratica de esportes, participação em olimpíadas, concursos de redação, fotografia e vídeo além de possuir uma banda na escola que poderá participar de eventos externos.

A gestão compartilhada conta com uma banda de música em momentos cívicos, culto a civismo, patriotismo, ética, honestidade, responsabilidade, disciplina, respeito ao professor e outras séries de condutas que favoreçam um bom relacionamento entre a escola e o aluno.

A inserção do projeto em cada unidade acontece de forma gradual, levando em consideração os preparos e mudanças necessárias no ambiente escolar e na adaptação de policiais ou bombeiros para o novo espaço.

Para que o Centro Educacional 02 de Brazlândia tenha a implementação do projeto de Gestão Compartilhada e seja mais uma escola da rede publica contemplada pelo projeto é preciso passar por três importantes etapas. São elas:

Após identificadas as escolas mais vulneráveis, o projeto é apresentado para a diretora e demais representantes direto da escola se a conversa for favorável a gestão compartilhada o próximo passo será dado.

O segundo passo é apresentar aos professores. Se houver aceitação e os educadores forem favoráveis ao projeto, ele então passara para o terceiro e ultimo passo. É de extrema importância o voto favorável dos professores visto que será um trabalho desenvolvido de forma conjunta e que exige parceria e acordo entre ambos colaboradores.

A terceira e ultima etapa é a oferta do projeto para comunidade (pais ou responsáveis), onde a escola continua sendo pública , mas com  Modelo cívico militar. Durante a assembleia o projeto será apresentado e as dúvidas dos alunos, pais, responsáveis e servidores serão sanadas. Se houver votos favoráveis ao implemento por meio de audiência pública o projeto é iniciado.

veja a seguir o que diz a a portaria conjunta n°22, de 28 de outubro de 2020 em relação aos objetivos das escolas de Gestão Compartilhada. São eles:

I – aumentar as taxas de aprovação dos estudantes na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal assim como no acesso a Instituições de Ensino Superior – IEs, bem como proporcionar maior inserção desses estudantes no mundo do trabalho;

II – reduzir as taxas de reprovação, abandono e evasão escolar dos estudantes na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal;

III – alcançar e superar as metas estabelecidas, nas Unidades Escolares, para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb;

IV – facilitar a construção de valores cívicos e patrióticos aos estudantes das unidades de ensino;

V – aumentar a disciplina e o respeito hierárquico;

VI – formar os discentes com o escopo de prepará-los para o exercício da plena cidadania, conscientes de seus deveres e direitos, em respeito às garantias previstas no art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente e nos arts. 32 e 35 da Lei nº 9.394/96, que estabelece diretrizes e bases da educação em âmbito nacional;

VII – obter avanços nos parâmetros de segurança pública cidadã na comunidade escolar, por meio da participação integrada da sociedade e dos órgãos públicos, como ferramenta transformadora da gestão do ensino;

VII – reduzir o índice de criminalidade no âmbito escolar, bem como na região onde a escola esteja situada.

Uma escola que se destaca mesmo em período pandêmico

É importante ressaltar que mesmo durante um período pandêmico os estudantes do Centro Educacional 02 de Brazlândia, participaram do projeto conexão artística e foram vencedores.

Através do Google Meet que é um serviço de comunicação por vídeo, os alunos participantes do Conexão artística  deram palestras no México, Estados unidos e Venezuela. 

É possível acessar entrevista dada pela aluna Julia Ferreira sobre sua experiencia com projeto. entrevista 

“o projeto conexão artística tem sido realmente surreal, está sendo incrível e tem me trazido oportunidades que eu nunca imaginei que poderia ter. Está sendo de extrema importância para o meu crescimento artístico. Nele conseguimos ter uma interação direta com os artistas, onde eles tiram nossas duvidas, contam um pouco da história deles, as técnicas que utilizaram e de onde veio as inspirações” contou a estudante de forma entusiasmada.

Ela seguiu sua fala dizendo estar fazendo vários projetos onde sai da sua “zona de conforto” e pensa um pouco “fora da caixa” para criar novas coisas com técnicas diferentes apresentadas pelos artistas.

 

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